Explicações sem sentido:

domingo, 1 de setembro de 2013

A Biblioteca. - Parte 3


   Ela queria poder ser lembrar daquele sorriso pro resto de sua vida. Lá estava ele, a esperando na frente do parque com um maço de flores na mão. Não se lembra de saber qual flor era, mas eram vermelhas e pequenas. O sorriso era o mais doce possível. Como o da criança que espera por algo há muito tempo, misturado com um ar sexy de brincadeira.
   - Oi, tudo bem?
   - Tudo ótimo e você? Ah, espero que goste. - Entregou as flores.
   - São lindas. - Eram suas primeiras flores, e sua primeira reação foi levá-las ao nariz. Perfumadas.
   - Hoje quero te levar em um lugar diferente, aceita? - Pegando a mão dela e entrelaçando seus dedos. O gesto a fez corar. Ele não tinha a intenção de soltar.
   - Aceito. - Com um sorriso tímido, o único que conseguia expressar.
   Ele a levou pra andar em uma avenida antiga da cidade, onde a primavera cobria os ipês com flores, e depois a um café. A cada assunto diferente, ela podia ver, ele era diferente da maioria dos caras da faculdade. Daqueles que procuram apenas um romance barato de uma semana. Ele falava extremamente bem, o que a encantava. A tarde passou voando, e ao chegar no ponto de ônibus, sentiu uma pontada de tristeza pela despedida.
   - Eu não queria deixá-la aqui agora.
   - E eu não queria que me deixasse, mas, outro dia a gente se vê.
   - Sim, se cuida.
   Quando se virou, ele a puxou com uma das mãos e com a outra trouxe delicadamente sua cabeça a se juntar na dele. Foi aí que a beijou. Um beijo doce e com vontade, onde segurou sua cabeça o bastante para prolongar o beijo. Aquilo a extasiou. Tanto que a vontade de repeti-lo voltou em seus sonhos. Talvez foram as flores em sua cabeceira.

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