Explicações sem sentido:

terça-feira, 31 de maio de 2011




Ela acorda cinco da manhã. Ainda está frio e isso dificulta muito pra sair da cama, então resolve sair quinze minutos depois. Se arruma, para na frente do espelho e vê como seu cabelo está emaranhado e seus olhos ainda estão baixos. Dá uma breve olhada na geladeira e uma longa olhada no relógio, não havia tempo pra comer, pegou a primeira coisa na frente e colocou na bolsa. Cinco e quarenta, hora de ir. Ela tem um aperto no peito em saber que a cama estava tão quente a ponto de ter vontade de ficar horas e horas ali, quente e encolhida. Pega o ônibus, para na rodoviária ''quase'' abandonada e espera pelo próximo. É incrível o segundo ônibus é capaz de dar tanto sono, mas ali sentada, com todas aquelas pessoas em volta, imagina como seria se fosse diferente.


(Ela acorda seis da manhã. Não está tão frio como cinco, mas o vento ainda está gelado. Levanta rapidamente e vai pro banheiro, lava o rosto e faz um coque, na mente uma música agitada pra ajudar a acordar direito. Se troca e vai correr, mas o correr daquela menina, é com os pés descalços na areia. É tão bom sentir o sol começar a esquentar enquanto anda, é tão bom ver o tranquilo que é ali na pista, como o silêncio é confortante na manhã. Volta pra casa, toma o café, dá uma breve arrumada na casa e vai ler.)


Ir pra escola a noite é um alívio, uma certeza de que o dia já está pra acabar e outros estão por vir, mas a verdadeira rotina é tão cansativa a ponto de desanimar qualquer um. Mesmo imaginando como tudo seria se fosse diferente, assim está bom. Como se meu corpo e minha mente já estivessem acostumados, e assim, os dias se passam cada vez mais rápidos.

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